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sábado, 8 de dezembro de 2012

Nossa Senhora da Conceição

No dia 8 de dezembro é celebrado o dia de Nossa Senhora da Conceição. Como muito ainda não conhecem a história da padroeira a nossa cidade e da nossa querida Catedral, segue abaixo tal história.
O rio Paraíba, que nasce em São Paulo e deságua no litoral fluminense, era limpo e piscoso em 1717, quando os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves resgataram a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de suas águas. Encarregados de garantir o almoço do conde de Assumar, então governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá, eles subiam o rio e lançavam as redes sem muito sucesso próximo ao porto de Itaguaçu, até que recolheram o corpo da imagem. Na segunda tentativa, trouxeram a cabeça e, a partir desse momento, os peixes pareciam brotar ao redor do barco.
Durante 15 anos, Pedroso ficou com a imagem em sua casa, onde recebia várias pessoas para rezas e novenas. Mais tarde, a família construiu um oratório para a imagem, até que em 1735, o vigário de Guaratinguetá erigiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros. Como o número de fiéis fosse cada vez maior, teve início em 1834 a construção da chamada Basílica Velha. O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município e, um ano depois, o papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua padroeira oficial.
A necessidade de um local maior para os romeiros era inevitável e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova, que em tamanho só perde para a de São Pedro, no Vaticano. O arquiteto Benedito Calixto idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura, capaz de abrigar 45 mil pessoas. Os 272 mil metros quadrados de estacionamento comportam 4 mil ônibus e 6 mil carros. Tudo isso para atender cerca de 7 milhões de romeiros por ano.
Fonte: www.minhaprece.com

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Dia do Martírio de São João Batista


29/08 - Com satisfação lembramos a santidade de São João Batista que pela sua vida e missão foi consagrado por Jesus como o último e maior dos profetas:" Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista...De fato , todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar." (Mt 11, 11- 14)

Filho de Zacarias e Elisabete, João era primo Jesus Cristo, a quem "precedeu" como um mensageiro de vida austera, segundo as regras dos nazarenos.

São João Batista, de altas virtudes e rigorosas penitências, anunciou o advento do Cristo e ao denunciar os vícios e injustiças deixou Deus conduzí-lo ao cumprimento da profecia do Anjo a seu respeito:" Pois ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e ele mesmo caminhará à sua frente..." ( Lc 1, 15).

São João Batista desejava que todos estivessem prontos para acolher o Mais Forte, por isso, sem moralismo mas, impelido pela missão profética denunciou o pecado do governador da Galiléia: Herodes, que escandalosamente tinha raptado Herodíades - sua cunhada - e com ela vivia como esposo.

Preso por Herodes Antipas em Maqueronte, na margem oriental do Mar Morto, aconteceu que a filha de Herodíades encantou o rei e recebeu o direito de pedir o que desejasse, sendo assim, proporcionou o martírio do Santo, pois realizou a vontade de sua vingativa mãe:" Quero que me dês imediatamente num prato, a cabeça de João, o Batista" ( Mc 6,25).

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Dia de Santo Agostinho


28/08 - Nasceu em 13 de novembro do ano 354, na cidade de Tagaste, que fica ao norte da África. Filho de Patrício, um modesto funcionário público e de Santa Mônica, uma cristã muito piedosa e fervorosa. Agostinho, que era um jovem inquieto, ambicioso e muito estudioso, deixou sua cidade e foi estudar em Cartago. Ali, acabou seduzido pelas paixões mundanas. Agostinho sempre foi um profundo amante da vida. Ele gostava de gozar com muito prazer de todas as coisas boas que a vida de seu tempo podia lhe oferecer. Era também muito inteligente, tornando-se um grande intelectual. Mas, apesar de tudo, Agostinho, era um profundo buscador da verdade. Durante muito tempo de sua vida, buscou-a ardentemente sem encontrá-la.

Os estudos, a fama, e todo prazer da vida não o completavam. Buscou a verdade com muita paixão, entregando-se durante muito tempo à seita dos maniqueus. Enquanto isso, sua mãe Mônica, que lhe tinha ensinado sobre Jesus e a fé cristã quando pequeno, chorava e rezava insistentemente para que Deus tocasse o seu coração e o retirasse de toda aquela vida vazia e sem sentido. Porém, Agostinho, soberbo que era, não queria se entregar à fé cristã. Descontente com a seita dos maniqueus, Agostinho a abandona por fim.

Passou a viver em Milão, onde desempenhava o cargo de orador oficial da corte. Depois que começou a ouvir os sermões do Bispo Santo Ambrósio, em Milão, Agostinho passa a questionar profundamente sua vida. Já não quer mais viver daquela forma: vazia e sem sentido. Enfim, no ano 386, Agostinho no meio de uma profunda angústia, em um jardim, na casa em que habitava em Milão, e chorando profundamente ouve como se fosse uma voz de criança a cantar: "Toma e lê, toma e lê".

Viu que havia perto os escritos de São Paulo e entendeu aquele canto como um convite para ler a Palavra de Deus. Tomando-a, abriu a Carta aos Romanos 13, 13-14: "Vivamos honestamente como em pleno dia. Não mais em orgias, bebedeiras..." Agostinho, ao ler isto, foi tomado de grande alegria e decidiu, num ímpeto de grande paz, seguir a Cristo. Agora Agostinho encontrou a verdade que procurava e ela foi luz que guiou seu coração até a sua morte, em 28 de agosto do ano 430.

Depois de sua conversão, Agostinho batizou-se. Grande amante da amizade, quis partilhar a alegria de vida cristã e o amor de Deus vivendo em comunidade. Assim, fundou seu primeiro mosteiro no ano 388. No ano 391, Agostinho é ordenado sacerdote e depois, no ano 395, é sagrado como Bispo. Depois de sua conversão viveu em comunidade em fundou vários conventos. Escreveu muitos livros, entre eles o mais famoso é o livros das "Confissões". Foi profundo conhecedor e amante da Palavra de Deus. Sobre ela escreveu vários livros. Amante da Igreja, escreveu contra falsas religiões de sua época e defendeu a fé cristã com muito fervor.

Agostinho amou. Amou muito. Amou a Deus, a Verdade que procurou durante toda vida, sua família, seus amigos, a Igreja. Agostinho amou a vida e ainda hoje nos ensina: "Ama e faze o que quiseres". Afinal, quem ama verdadeiramente, só pode fazer o bem. Agostinho vive hoje na família agostiniana que o reconhece como Pai, no culto da Igreja que o venera como Santo, em todas as almas recuperadas que lhe devem o seu retorno a Deus e nas mentes privilegiadas que o admiram por seu gênio fecundo.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dia de São Pio X

21/08 - Seu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 02 de junho de 1835. Desde cedo José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. Desde cedo manifestou sua vontade de ser padre. 

Quando seu pai faleceu, sua mãe Margarida, uma camponesa corajosa e pia, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e aos vinte e três anos recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande Papa Leão XIII, ele foi eleito seu sucessor, com o nome de Papa Pio X, em 1903.

No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado "restaurar as coisas em Cristo". Esta meta se traduziu em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovando-a. Reformou, também, o Breviário. Sua intensa devoção à Eucaristia, permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária e autorizando que a Primeira Comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do Catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé e, se impôs fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na presença.

Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em se definir como "um simples pároco do campo". Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida, intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre este fato ele mesmo explicava como sendo "o poder das chaves de São Pedro". Quando alguém o chamava de "Padre santo" ele corrigia sorrindo: "Não se diz Santo, mas Sarto", numa alusão ao seu sobrenome de família.

No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo de imediato passou a venerá-lo como um Santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

SÃO JOAQUIM E SANTA ANA - 26 DE JULHO



No dia em que celebramos a memória de Santa Ana (a festa da mãe de Maria e avó de Jesus) estamos conscientes da enorme importância dos avós na educação religiosa e moral.
A ausência de Deus no seio de muitas famílias, por muitas vezes, é minimiza da com o empenho, a sabedoria e a fé de muitos avós.
Como dizia João Paulo II: "há culturas que manifestam uma singular veneração e um grande amor pelo ancião; longe de ser distanciado da família ou de ser suportado como um peso inútil, o ancião permanece inserido na vida familiar... e desenvolve a preciosa missão de ser testemunha do passado e inspirador de sabedoria para os jovens e para o futuro".
Os avós podem ajudar a conservar e a transmitir os valores do ESPÍRITO e certamente dar-nos-ão contribuições valiosas para ampliarmos a visão familiar das gerações.


Fonte: Página "Mãe De Jesus, Nossa Mãe" no facebook

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Dia de Nossa Senhora do Carmo


16/07 - Na história da Igreja, a ordem das Carmelitas é uma das mais antigas e tem como modelo e patriarca o Profeta Elias. O culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. Na Sagrada Escritura fala-se da beleza do Monte Carmelo, onde o profeta Elias defendeu a fé do povo de Israel no Deus vivo e verdadeiro. "Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vinda desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saía da terra e se dirigia para o Carmelo (Cf.1Rs 18,20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela no monte Carmelo, perto da fonte de Elias, em honra desta primeira Virgem voltada a Deus".

As gerações dos monges se sucederam através dos tempos e expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam recebido do patriarca de Jerusalém, Santo Alberto, então bispo de Vercelas, uma regra aprovada em 1226 pelo Papa Honório III, baseada no trabalho, na meditação das Escrituras, na devoção a Nossa Senhora, na vida contemplativa e mística, se voltaram ao Ocidente e aí fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldades, podendo experimentar a proteção da Virgem. O superior geral nesta época, era São Simão Stock. Quando em suas orações pedia a Nossa Senhora proteção para a ordem dos Carmelitas dos perseguidores, a Mãe de Deus apareceu acompanhada de multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: todo o que for revestido deste hábito será salvo. Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, o Papa Pio XII convidava a "pôr em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos", entendido como veste mariana, esse é de fato ótimo símbolo da proteção da Mãe Celeste, o seu valor das orações da Igreja, da confiança e amor dos que o usam.

Oremos: Por intercessão de N.S.do Carmo protegei-nos de todos os perigos e dai-nos a graça de termos uma boa morte, não nos deixeis abandonados ao nosso egoísmo, indiferença, ódio e rancor. Protegei nossas famílias fazendo crescer em nossos corações o amor aos nossos irmãos. Amém.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Santo Antônio

Santo Antônio é o Santo mais popular do Brasil e, também, é conhecido por ser o Padroeiro dos pobres, Santo casamenteiro, e sempre é invocado para se achar objetos perdidos.

Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou. Em 1220 trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália. Indicado professor de teologia pelo próprio são Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris. Em todos esses lugares suas prédicas encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade. 
A saúde sempre precária levou-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913. Dentro da Ordem Franciscana, Antônio liderou um grupo que se insurgiu contra os abrandamentos introduzidos na regra pelo superior Elias. 
Após uma crise de hidropisia (Acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo). Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX. 
A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse doutor da igreja. No entanto, o monge franciscano conhecido como santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular. 
Sua veneração é muito difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, é invocado também para o encontro de objetos perdidos. Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada. 
Nestes tempos em que somos chamados a uma nova evangelização, recorramos a Santo Antônio, pedindo sua intercessão para que nosso anúncio missionário seja eficaz e torne Cristo sempre mais conhecido e amado. Que nossa pregação seja confirmada com sinais e testemunhos, e ajudem nosso povo a contemplar as maravilhas de nosso Deus. Os vários tipos de pregação de Santo Antônio nos demonstram as várias possibilidades de evangelização para que as pessoas acolham Jesus Cristo como Senhor de suas vidas.
Que a exemplo de Antônio, o santo dos pobres, nunca nos esqueçamos daqueles que mais precisam e que em todos os momentos nos rodeiam, necessitando de roupas, pão, remédio e proteção. O amor a Deus se torna concreto na vida dos mais simples. "Estive com fome e me destes de comer; com sede, e me destes de beber, nu e me vestistes; enfermo e me fostes visitar" (cf. Mt. 25,35ss).
"Se milagres desejais, contra os males e o demônio, recorrei a Santo Antônio e não falhareis jamais. Pela sua intercessão, foge o erro, a peste e a morte; quem é fraco fica forte, mesmo o enfermo fica são. Rompem-se as mais vis prisões, recupera-se o perdido, cede o mar embravecido, no maior dos furacões. Penas mil e humanos ais se moderam, se retiram: isto digam os que viram, os paduanos e outros mais”. (Do antiquíssimo responsório de Santo Antônio, "Si quaeris miracula")
Que Santo Antônio inspire a todos, especialmente a nossa juventude, no seguimento de Nosso Senhor e Redentor Jesus Cristo!