terça-feira, 15 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
Minha família, o terço e duas histórias
Oi Crisma Catedral! Para quem ainda não me conhece eu sou Rayanne, e nesta caminhada faço parte do grupo A “Anjos Divinos”, hoje eu lembrei muito de duas situações: uma que minha mãe relata logo abaixo sobre o parto da minha irmã mais nova (Raylly) e a outra que ao término do relato dela eu exponho sobre uma experiência minha; ao pensar percebi que talvez tenha sido um sinal para que o compartilhasse aqui com vocês, tanto por conta de hoje ser “Dia das Mães” nesse sentimento de família que este dia traz quanto pelo tema do nosso próximo encontro (20/05/2012) ser: “O terço”.
Segue primeiramente o testemunho, nas próprias palavras de minha mãe Nice, quando pedi para que ela escrevesse para o blog e ela apenas surpresa o fez:
“Eu desde pequena sempre via minha família rezar o terço em novenas, velórios... E para mim aquela reza repetida não tinha valor algum, eu nunca rezava, sempre participava ouvindo. Um dia minha tia veio de São Paulo e me deu vários terços de presente e eu guardei em casa sem que tivesse valor algum. Quando fui para o hospital dar a luz a minha filha Raylly, na hora de arrumar a bolsa, minha outra filha Renally falou: ‘mainha leva o terço que tia Socorro deu’; eu coloquei em um dos bolsos e tudo bem. Cheguei ao hospital, fiz a cirurgia, mas durante a noite sentia dores muito fortes, eu com minha filha mamando, achei que iria morrer de tamanha dor que sentia (dor na nuca por motivo da anestesia); e pedia a Nossa Senhora para que me ajudasse e não me deixasse morrer, pois precisava cuidar das minhas filhas. Na mesma hora uma enfermeira veio ao quarto e ao entrar no apartamento chutou um terço, olhou para mim e perguntou de quem era e com muita dor, chorando, apenas disse que era meu, peguei pela primeira vez o terço e ao rezar adormeci... Ao acordar no outro dia, o médico veio me ver e falou que eu havia passado muito mal e quase cheguei a falecer durante a noite. Quando chegou a hora do banho ao abrir a bolsa eu encontrei meu terço, fiquei sem acreditar. Logo após a diretora do hospital entra no quarto perguntando se alguém havia retirado o terço da imagem de Nossa Senhora do Bom Parto que se encontrava no corredor do hospital; fiquei sem resposta e só sei explicar como milagre; desde então o terço passou a ter um valor enorme para mim.”
Josenice Carmem (Nice)
Também cresci nesse cenário da família, desde pequena acompanhava as novenas e momentos com o terço, especialmente quando a família se reunia no sítio dos meus bisavós maternos, desde esse acontecido com minha mãe o terço ultrapassou para mim a visão de um repetir de orações, assim como cada oração não é apenas um conjunto de palavras que se é preciso decorar para não ficar sem rezar quando todos sabem acompanhar; é dotado de significados, onde cada palavra deve ser dita com ciência de seus significados.
É nesta ideia da seriedade que o terço me traz que compartilho com vocês também uma situação por mim vivida no ano passado, quando a imagem peregrina de Nossa Senhora da Conceição esteve nas casas da Crisma Catedral, e esteve em minha casa; devido o tempo que tivemos para sua organização e imprevistos poucas pessoas chegaram para este momento, uma delas foi minha avó, e isso trazia muito do cenário em que vivia em família e que há muito não acontecia.
Antes de iniciar o momento do terço minha avó diz: “vamos ver agora se você sabe rezar o terço” e rememoro que duas sensações me passaram - uma de responsabilidade por saber o que isso representava por rezá-lo há tanto tempo em família, e outra que apareceu muito forte em meu coração que foi o de uma ideia do terço como algo automático, decorado; iniciei assim com a sensação de que deveria fazer algo, mas não entendia bem... Quando seria o momento do encerramento do terço lembro-me de abaixar a cabeça e rezar uma Ave Maria a mais; recordo-me quando Victor (do grupo I), que ao meu lado estava, tocou em mim, e eu apenas continuei, prossegui, e ao final partilhei a ideia do que tinha acontecido, do que foi repetido e de que seria para mostrar a importância de cada palavra colocada ali, mesmo percebendo o não entender da minha avó. Ao deitar aquele dia eu passei certo tempo conversando com Ele sobre o que havia ocorrido, de nunca ter me passado isso, mas jamais com sensação de peso. Não sou expert em terço, na verdade me vejo sabendo muito pouco, mas seria algo que não teria como acontecer por ter essa experiência desde criança. Até hoje não sei de onde veio a sensação, só sei que cada vez mais eu reafirmo a importância da seriedade em cada oração, em cada momento com o terço que traz para mim um sentimento imenso de fortaleza.
Acho que por hoje é só! Lembrem, encontro dia 20!
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Os cristãos e os frutos
Por: Pe. José Assis Pereira Soares - Paróquia de N. Sra. de Fátima, Campina Grande
Neste Quinto Domingo da Páscoa contemplamos a partir da
experiência pascal e com a fé na ressurreição de Jesus, as afirmações
feitas por Ele cercado pelos seus apóstolos na noite antes de sua morte
(cf. Jo 15,1-8). São palavras que poderíamos considerá-las como últimas
recomendações e aquilo que se diz no momento de despedida têm força
especial.
Em clima de intimidade Jesus lhes diz de si mesmo: “Eu sou a
verdadeira videira e meu Pai é o agricultor” (Jo 15,1) e aos discípulos
diz: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu
nele produz muito fruto; porque, sem mim, nada podeis fazer”. (Jo 15, 5)
Jesus não diz o que foi ou o que será, pois Ele é a verdadeira videira,
a que dá fruto. Jesus vive e dele vem a seiva que mantém unidos os
ramos em vista da mesma função: “dar fruto”. No evangelho de João, "dar
fruto" significa levar à maturidade a missão de Cristo, empenhar-se para
que a comunidade continue unida ao Senhor, deixando que seja Ele que
inspire toda sua organização e lhe infunda vida.
Jesus se apresenta com uma imagem que era tradicional na Bíblia, a da
“vinha”. O pano de fundo para esta solene afirmação de Jesus, bem
poderia ser a representação de uma videira de ouro com ramos e cachos,
que segundo conta o historiador da época Flávio Josefo, estava
representada sobre a porta principal do Templo.
A imagem bíblica da “videira” designava o povo de Israel. “A videira,
que cresce exuberante em terras quentes, cujos frutos dão bebida
fortificante, excitante e consumida exageradamente, embriagante,
tornou-se no oriente antigo imagem eloquente para o bem-estar e a
riqueza... A vinha e a plantação de uvas eram imagem bíblica para dizer o
povo eleito (cf. Os 10,1; Is 5,1-7; Jr 2,21; Ez 15,1-8; 19,10-14). ‘A
vinha do Senhor é a casa de Israel, e os homens de Judá são a sua
plantação preciosa’ (Is 5,7)... Ponto alto da simbologia da vinha temos
na parábola de Jesus acerca do dono da vinha, que plantou a vinha,
cerco-a e concedeu-a, ao partir para uma viagem, a empreiteiros. Quando,
por ocasião da colheita, veio exigir os frutos, os empreiteiros
maltrataram e mataram os servos enviados pelo dono da vinha. ‘Por fim,
enviou-lhes o seu filho’, mas eles o agarraram, lançaram fora da vinha e
o mataram (cf. Mt 21,33-39). O Filho do dono da vinha não é nenhum
outro a não ser Jesus Cristo. Mas este não é apenas Filho de Deus, mas
também ‘o’ Filho do Homem, e assim pode falar de si mesmo: ‘Eu sou a
verdadeira videira’.”(Lurker, 1993.)
No “canto da vinha” (cf. Is. 5,1-7) o profeta Isaías ressalta que a
vinha era a casa de Israel, era o povo de Deus e que Ele esperava que
ela produzisse frutos de justiça e sabemos que a vinha só deu apenas
uvas azedas, portanto ela deve ser arrancada. Mas, Deus arrancará a sua
vinha? Devemos dizer a partir da teologia de João, que a resposta a esse
canto é diferente; não é necessário que Deus arranque a vinha: Jesus
vai se apresentar como a chave curativa para que a vinha produza bons
frutos. Ele se apresenta como a autêntica videira, que com os seus
discípulos forma uma unidade vital. Jesus inaugura um novo povo de Deus
que possa unido a Ele dar bom fruto.
Meu Pai, diz Jesus, é um agricultor. Deus é o “divino agricultor” que
nos cultiva e quer ver nosso crescimento como os melhores pais que
acompanham o crescimento de seus filhos e filhas celebrando cada nova
conquista. Porém, nós bem o sabemos que todo crescimento é sempre
acompanhado de tensões e crises. Tanto no campo fisiológico, como
social, político ou espiritual. As tensões que atravessamos hoje podem
revelar-se fecundas e construtivas, contanto que sejam vistas no amor e
sem ressentimentos. Deus nos criou com inúmeras capacidades,
potencialidades e possibilidades a serem desenvolvidas. Quando um ser
humano é impedido de crescer, o projeto de Deus fica frustrado. É muito
grave alguém ter inteligência e não ter condições de aprender, alguém
ser criado com capacidade de amar e ficar bloqueado porque foi cercado
de ódio e violência. Quem ajuda alguém a crescer é como um agricultor ou
jardineiro de Deus.
Deus é exigente porque sabe o quanto somos preciosos, afinal fomos
criados à sua imagem. “Toda videira que em mim não dá fruto, o
agricultor corta-a, e toda a que dá fruto, poda-a, para que dê mais
fruto”. (cf. Jo 15,2) “Podar” nos diz o dicionário, é cortar os ramos
das árvores ou plantas, aparar, eliminar os excessos, o supérfluo,
desbastar para que deem fruto com mais vigor. Na linguagem bíblica podar
significa também “purificar”. A poda é um procedimento necessário para
que se produza fruto. É preciso fazer a poda, isto é, limpar os galhos
das impurezas, retirarem-lhe o supérfluo que impede a brotação. Esta
imagem tão rica em simbolismo já nos diz que a poda não é um ato hostil
para com a planta. O agricultor espera ainda muito dela, sabe que pode
dar frutos, tem confiança nela.
O mesmo ocorre com cada um de nós. Necessitamos sofrer um processo de
poda, de limpeza, de retirada do supérfluo para que a seiva do amor de
Cristo circule forte e livremente e manifeste-se em frutos. Quando Deus
intervém em nossa vida com a cruz, não quer dizer que esteja irritado
conosco. Justamente o contrário. O agricultor poda a videira por um
motivo muito simples: se não é podada, a força da vinha se desperdiça,
dará talvez mais frutos que o devido, com a consequência que nem todos
amadureçam. O mesmo ocorre em nossa vida. Viver é podar, é fazer
escolhas e fazer escolhas é também renunciar algo. A pessoa que na vida
cultiva uma infinidade de interesses, se dispersa; não sobressairá em
nada. Deve-se ter o valor de fazer escolhas, de deixar à parte alguns
interesses secundários para concentrar-se em outros.
A poda aplicada a nossa vida quer dizer que devemos tirar todo o
supérfluo. Isto é ainda mais verdadeiro na vida espiritual. A santidade
se parece com a arte de podar ou de “esculpir”. Leonardo da Vinci
definiu a escultura como “a arte de tirar”: tirar os pedaços de mármore
ou de madeira que estão demais para que surja a figura que se tem na
mente. Também a perfeição cristã se obtém assim, tirando, fazendo cair
os pedaços inúteis, isto é, ambições, projetos e tendências que nos
dispersam por todas as partes e não nos deixam acabar nada. É o que os
mestres espirituais chamavam a necessidade de mortificação, de ascese,
para chegar à “via unitiva”, a unir-se a Cristo com a alma limpa e
incendiada de amor. Porque a verdade é que Cristo é a pureza, a
misericórdia, a justiça, o amor, a verdade, enquanto nós tendemos
facilmente a sermos mentirosos, impuros, injustos, egoístas. Por isso,
nosso Deus poda-nos em nosso diário e rotineiro viver e nos poda às
vezes, mediante provas inesperadas, dolorosas e difíceis. Devemos
aceitar sempre com humildade e gratidão a poda de nosso Pai; assim os
ramos de nossa alma poderão dar cada dia um fruto maduro e melhor.
Alguém já disse que uma forte tentação no caminho da vida é “o
cansaço dos bons”. O cansaço daqueles que, por algum tempo, se dedicaram
a praticar o bem. É um cansaço que se pode traduzir em certo desencanto
ante tanta luta e tão poucos frutos, tão pouco avanço; é um cansaço que
se identifica com o abandono dos grandes ideais e projetos; é um
cansaço que vem terminar em preguiça, covardia e esterilidade da alma.
Como fugir de tão grande desgraça? Renovar cada dia o esforço por "dar
frutos" ou o propósito do Papa João XXIII: “hei de ser bom!”
O mundo, a Igreja, minha família, as pessoas que mais quero e mais me
querem necessitam de mim, necessitam de minha colaboração, estão à
espera do melhor de mim. Não posso deixar de dar frutos sob pena de
morrer espiritualmente. A vida espiritual se converte assim na
permanente e total doação de si mesmo por amor a Deus e a serviço dos
irmãos. Dar frutos é uma lei da vida cristã. É uma exigência para todo o
que vive unido a Cristo. Um modo bonito de dar fruto é conduzir outras
pessoas para Deus. E isto está à mão de todos nós. Uns mais, outros
menos, todos temos a possibilidade de levar outros a Deus. Dizia Madre
Teresa de Calcutá: "O maior serviço que podeis fazer a alguém é
conduzi-lo para que conheça Jesus, para que o escute e o siga, porque só
Jesus pode satisfazer a sede de felicidade do coração humano, para que
fomos criados".
Façamos um profundo exame de consciência e comprovaremos como muitos
bons frutos não florescem em nossa vida porque o impedem nossas
supérfluas manias, temores, covardias, egoísmos e más inclinações. A
nível individual precisamos de uma poda de conversão. Temos lenha seca a
mais e falta seiva jovem e vida nova do espírito. Perguntemo-nos: Quais
são as podas ou momentos difíceis que passei em minha vida e que me
ajudaram a crescer?
Eu creio que também hoje nosso Deus, necessita podar a sua igreja,
“como agricultor da vinha que é, Deus encarrega-se de fazer a poda dos
ramos na Igreja de Cristo por meio da perseguição e das tribulações. Nós
temos de colaborar facilitando a tarefa da poda da riqueza armazenada,
do boato e da soberba, do poder e influências, do lucro, da vaidade e do
aplauso. Tudo isto a nível comunitário” (Caballero, 2001.) para que a
Igreja se livre de gestos e ações supérfluas. É verdade que a Igreja
somos todos nós, mas uns somos membros da Igreja mais visíveis que
outros. Quais são as podas ou momentos difíceis que passamos em nossa
comunidade que nos ajudaram a crescer? O que mantém viva uma planta,
capaz de dar frutos, é a seiva que a atravessa. Qual é a seiva que está
presente em nossa comunidade e a mantém viva capaz de dar frutos? Todos
necessitamos poda, mas os membros mais visíveis da Igreja de Cristo
necessitam com mais urgência a poda que quer nosso bom Pai. Porque a
Igreja de Cristo não só deve ser santa, mas parecê-lo. E hoje são muitos
cristãos e gente em geral, que vêm na Igreja de Cristo muitos gestos e
ações supérfluas e desnecessárias.
Senhor, somos tua vinha, tua Igreja que tanto amas. Purifica-nos, com
a poda do teu Espírito para que possamos permanecer unidos ao teu amor e
produzir frutos abundantes.
Bibliografia:
Textos e referências bíblicas: Bíblia de Jerusalém, São Paulo, Paulus, 2002.
Lurker, Manfred. Dicionário de Figuras e Símbolos Bíblicos. São Paulo, Paulus, 1993.
Caballero, B. A Palavra de cada Domingo – Ano B. Apelação (Portugal), Paulus, 2001.
Disponível no site da Diocese de Campina Grande
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Evangelho segundo São Marcos: Capítulo 1
Bom dia caros leitores do Blog da Crisma Catedral, para que
ainda não sabe, estamos no ano de evangelho de Marcos(para saber como funciona
a divisão de qual evangelista em qual ano veja o fim da postagem), e
disponibilizaremos aqui no Blog com o intuito de lermos todo o evangelho de São
Marcos um capitulo por semana, sempre as quartas-feiras.
Deixaremos é claro p espaço dos comentários livres para
reflexões e considerações sobre a leitura da semana. É uma oportunidade de
partilhamos um pouco mais sobre a palavra de Deus.
Ainda a título de informação, o evangelho de marcos é o
menor dos evangelhos com apenas 16 capítulos, e é uma ótima opção para quem
deseja começar a ler a bíblia pelos evangelhos.
Marcos: Capítulo 1
1.Princípio da boa nova de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías:2.Eis que envio o meu anjo diante de ti: ele preparará o teu caminho.3.Uma voz clama no deserto: Traçai o caminho do Senhor, aplanai as suas veredas (Mal 3,1; Is 40,3).4.João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. 5.E saíam para ir ter com ele toda a Judéia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6.João andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7.Ele pôs-se a proclamar: "Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. 8.Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo." 9.Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galiléia, e foi batizado por João no Jordão. 10.No momento em que Jesus saía da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre ele. 11.E ouviu-se dos céus uma voz: "Tu és o meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição." 12.E logo o Espírito o impeliu para o deserto. 13.Aí esteve quarenta dias. Foi tentado pelo demônio e esteve em companhia dos animais selvagens. E os anjos o serviam. 14.Depois que João foi preso, Jesus dirigiu-se para a Galiléia. Pregava o Evangelho de Deus, e dizia: 15."Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho." 16.Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. 17.Jesus disse-lhes: "Vinde após mim; eu vos farei pescadores de homens." 18.Eles, no mesmo instante, deixaram as redes e seguiram-no. 19.Uns poucos passos mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os logo. 20.Eles deixaram na barca seu pai Zebedeu com os empregados e o seguiram. 21.Dirigiram-se para Cafarnaum. E já no dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e pôs-se a ensinar. 22.Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. 23.Ora, na sinagoga deles achava-se um homem possesso de um espírito imundo, que gritou: 24."Que tens tu conosco, Jesus de Nazaré? Vieste perder-nos? Sei quem és: o Santo de Deus! 25.Mas Jesus intimou-o, dizendo: "Cala-te, sai deste homem!" 26.O espírito imundo agitou-o violentamente e, dando um grande grito, saiu. 27.Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: "Que é isto? Eis um ensinamento novo, e feito com autoridade; além disso, ele manda até nos espíritos imundos e lhe obedecem!" 28.A sua fama divulgou-se logo por todos os arredores da Galiléia. 29.Assim que saíram da sinagoga, dirigiram-se com Tiago e João à casa de Simão e André. 30.A sogra de Simão estava de cama, com febre; e sem tardar, falaram-lhe a respeito dela. 31.Aproximando-se ele, tomou-a pela mão e levantou-a; imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los. 32.À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram-lhe todos os enfermos e possessos do demônio. 33.Toda a cidade estava reunida diante da porta. 34.Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam. 35.De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração. 36.Simão e os seus companheiros saíram a procurá-lo. 37.Encontraram-no e disseram-lhe: "Todos te procuram." 38.E ele respondeu-lhes: "Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também lá, pois, para isso é que vim." 39.Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda a Galiléia, e expulsando os demônios. 40.Aproximou-se dele um leproso, suplicando-lhe de joelhos: "Se queres, podes limpar-me." 41.Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: "Eu quero, sê curado." 42.E imediatamente desapareceu dele a lepra e foi purificado. 43.Jesus o despediu imediatamente com esta severa admoestação: 44."Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho."
45.Este homem, porém, logo que se foi, começou a propagar e divulgar o acontecido, de modo que Jesus não podia entrar publicamente numa cidade. Conservava-se fora, nos lugares despovoados; e de toda parte vinham ter com ele.
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Cálculo do atual ano litúrgico
O Ano Litúrgico passa por três ciclos, também chamado de anos A, B, C.
A cada ano tem uma sequência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A(São Matheus), ano B(São Marcos) e para o ano C(São Lucas). Para saber de que ciclo é um determinado ano, parte-se deste princípio: o ano que é múltiplo de 3 é do ciclo C.
Para saber se um número é múltiplo de 3, basta somar todos os algarismos, e se o resultado for múltiplo de 3, o número também o é.
Exemplo:
- 1998 é 1+9+9+8 = 27 (é múltiplo de três) logo é ano C
- 1999 é 1 + 9 + 9 + 9 = 28 (27+1) = ano A
- 2000 é 2+0+0+0 = 2 = ano B
- 2001 é 2+0+0+1 = 3 = ano C
- 2002 é 2+0+0+2 = 4 (3+1) = Ano A
....
- 2008 é 2+0+0+8 = 10 (9+1) = Ano A
- 2012 é 2+0+1+2 = 5 (3+2) = ano B
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